
Os grumos na parede sairam do espumar violento e convulsivo do misturador mecânico. Violentamente cuspidos contra a parede ajustaram, na sua impotência de eternamente fixos até que a cola se desgaste (pode levar algum tempo) a guardar, como tesouros, as ondas sonoras que volteiam inocentes no ar. Tornaram-se, de facto, numa gigantesca sociedade silenciosa onde a moeda de troca ressoa nos mini-alvéolos dos interstícios da pele.Ao longe vislumbra-se o horizonte negado. O monstro mecânico, esse, foi-se embora à muito.
[Apontamento] Resso(n)adores de Helmoltz