Atum Tenório

Sobre as coisas que para aí andam e nos caem à frente.

segunda-feira, abril 11, 2005

nota: tarde de verão

no pico do sol, deitados, troncos nus, na laje de granito, sentiam a face endurecer, batida pelo martelo do sol, esculturas de bronze. por dentro, os olhos fechados, cobriam o campo de visão em tom laranja vivo, carne. na hora de ir embora, a cabeça tinha o peso da pedra e, ao abrir dos olhos, o mundo um azul clarinho, como se tudo tivesse sido aguado a tinta escorrida do céu...