Atum Tenório

Sobre as coisas que para aí andam e nos caem à frente.

quarta-feira, março 23, 2005

nota: assombro

estava nua, digo-lhe! saíu-me do lago mesmo assim, nuazinha! até me cairam os queixos ao chão! imaginei a dentadura postiça a cair claqueante nas ervas do caniçal - e então, que fez depois? ora, apanhei-os claro está. sorte que ela não ouviu. pensa uma pessoa que viu tudo neste mundo... se tivesse menos 20 anos... pois, para ir à pesca nas barbas do Pires está tudo bem, prás raparigas é que não dá... - então, mas diga lá, a rapariga saíu nua da lagoa e fez o quê? bem, estendeu-se na margem a secar à lua - e você ali, escondido no caniço... então, queria que fizesse o quê? espantava aquela visão? - mas reconheceu a moça? ah, isso é cá comigo, a ti já te conheço meu menino! (e nisto deu-me um piparote na tola, emborcou o resto do copito e foi-se. diacho do velho... e quem seria a rapariga? hmmmm)