Atum Tenório

Sobre as coisas que para aí andam e nos caem à frente.

quarta-feira, janeiro 26, 2005

nota: obliquamente, a chuva

no outro dia ouvi-o resmonear contra a nortada que não vinha. contra a falta da água a bater obliquamente (mais violentamente que no poema) contra a face, escorrendo-se pelo capote abaixo, pendurando os dedos líquidos pelas abas do chapéu abaixo. tenho a certeza que o ouvi resmonear qualquer coisa assim, que lhe tinham trocado as voltas e lhe faltava um pouco de Inverno (presumivelmente surripiado do bolso nos transportes públicos). depois percebi melhor: a chuva estava atrasada e tinham combinado ir ao cinema.
[Apontamento] chuva obliqua