Atum Tenório

Sobre as coisas que para aí andam e nos caem à frente.

terça-feira, dezembro 14, 2004

nota: praia às 3 da manhã

da nudez do grito, infantil, admitamos, que lançou ao mar, ficou a singela filigrana, uma espuma que lhe veio cobrir os pés. um lençol prateado (era noite, mas alguém tinha ligado a lua) de toque frio. amanhã, quando o braço nu te envolver a cintura, lembra-te da promessa desta noite ao que ela, desenlaçando-se e rindo disse não sabes que nada é para sempre?

exacto, pensou, é por isso mesmo...