Atum Tenório

Sobre as coisas que para aí andam e nos caem à frente.

sábado, outubro 02, 2004

Nota: naifas

Ao entrar na tasca ergeu a sobrancelha meio milimetro. Ao fundo, de costas, reconheceu-o imediatamente. Pelo olho passou um reflexo de tungestnio, e a mão baixou ao bolso, tocando o cabo de madeira. O dono, detrás do balcão, conhecia a querela. Saíu, cortando o ar tenso com o seu volume rombo e postou-se-lhe à frente. Na troca de olhares assunto adiou-se para outra altura. O puto, esse, nem soube do que se safou.
[Apontamento] A naifa